PAC
Em seu pronunciamento, Lula também destacou a importância do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que, em sua visão”, “unifica todo o governo”.
“Se você não tem um projeto que unifica todo o governo, a tendência natural é cada ministro querer fazer o seu projeto. Todo mundo quer inventar, todo mundo quer ser o bom da fotografia”, brincou Lula. “Eu resolvi fazer um PAC e chamei os 27 governadores de estado, independentemente se gostavam de mim ou não. E nós fizemos o PAC.”
Amazônia
Outro tema abordado por Lula no discurso foi a preocupação do governo federal com a preservação da Amazônia.
“As pessoas precisam compreender que o Brasil é dono do território da Amazônia. Nós temos soberania sobre ele. Não queremos transformar a Amazônia em um museu ou um santuário. O que nós queremos é preservar a Amazônia”, afirmou o presidente.
“Assumimos o compromisso de desmatamento zero até 2030 e vamos cumprir. Mas também vamos cobrar dos países ricos que paguem aos países que ainda têm floresta pela manutenção da floresta em pé. Eles têm de pagar a parte que eles já destruíram na época da industrialização”, defendeu Lula.
Crítica à Anvisa
Na parte final do discurso, Lula fez uma cobrança pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que o órgão seja mais ágil na liberação de novos medicamentos.
“Eu vim aqui inaugurar e saio daqui com uma demanda. É preciso a Anvisa andar um pouco mais rápido para aprovar os pedidos que estão lá porque não é possível o povo não poder comprar remédio porque a Anvisa não libera”, disse Lula.
“Essa é uma demanda que nós vamos tentar resolver. Quando algum companheiro da Anvisa perceber que algum parente dele morreu porque um remédio que poderia ser produzido aqui não foi produzido porque eles não permitiram, aí a gente vai conseguir que ela seja mais rápida e atenda melhor aos interesses do nosso país”, concluiu o presidente.
Além de Lula, participaram da inauguração da fábrica da EMS o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB); os ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Nísia Trindade (Saúde) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovações); e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, além da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja.
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